Participantes

 

   
Antonio Jorge de Lima Gomes Professor/Orientador
Carlos Henrique Alexandrino  Professor/Orientador
Carlos Junio de Souza  Aluno/Bolsista
Évilla Azevedo Schirmer Aluna/Bolsista 
Julhia Maria Pinto da Silva Aluna/Bolsista
   

 

Introdução

 

O consumo global de energia intensificou-se a partir da revolução industrial, sendo que a demanda acelerada de energia a nível global triplicou nos últimos 50 anos e novamente triplicará nos próximos 30 anos (Hinrichs e Kleinbach, 2003).

  As fontes de energia são divididas em dois tipos: não renováveis e renováveis. O calor é uma das formas de energia e o calor contido no interior da Terra representa uma fonte energética, neste contexto, considerada como energia geotérmica. O calor oriundo do interior do nosso planeta apresenta-se com uma fonte de energia alternativa (Gomes, 2009). A Bacia do São Francisco apresenta um espesso pacote sedimentar, indicativo para o aproveitamento de energia termal e possível acúmulo de hidrocarbonetos.

A energia geotérmica em nível mundial pode ser utilizada de duas formas: para o uso direto e geração de eletricidade. A exploração de energia geotérmica iniciou-se em 1904 na Itália, na região de Larderello. Entre 1910 e 1940 o vapor de baixa pressão na Toscânia foi aproveitado para aquecer residências, indústrias e estufas.   Os primeiros estudos de avaliação de recursos geotermais no Brasil foram realizados pelos trabalhos de Hamza e Eston (1982) e Hamza (1983). Estudos regionais foram realizados por Ferreira e Hamza (2003) e Gomes e Hamza (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009), Alexandrino e Hamza (2008), Gomes (2009) e Hamza et al (2010).

Apesar da falta de reconhecimento formal a energia geotérmica faz parte da Matriz Energética Nacional, sendo uma fonte energética bastante utilizada nas áreas de recreação e lazer em diversas regiões do país, principalmente no Sul e no Sudeste.

O regime térmico de grande parte da crosta da plataforma Sul Americana, onde estão situados os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, assim como a Bacia do São Francisco, é considerado do tipo estacionário.

Condições desta natureza são favoráveis para a ocorrência de recursos geotermais de baixa entalpia e também para a maturação de Hidrocarbonetos. A presença de águas quentes em várias regiões, principalmente nas regiões de Buenópolis e Montezuma, com temperaturas termais variando entre 37 e 41 ºC apontam para uma possível fonte de energia geotérmica explotável.

A bacia e o segmento sul do Craton do São Francisco no Estado de Minas Gerais possuem regiões com altos valores de gradiente e fluxo geotérmico (Hamza, 2003; Hamza et al, 2005; Alexandrino e Hamza, 2008; Gomes e Hamza, 2009 ; Gomes, 2009; Hamza et al, 2010). Tendo poucos dados experimentais estas regiões precisam ser mais pesquisadas, compreendidas e interpretadas.

Neste contexto, estudos geotérmicos para melhor compreensão e implementar futuras explorações de energia geotérmica são importantes no contexto regional dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, assim como do próprio Estado de Minas Gerais.

Objetivos

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Avaliar o campo térmico regional também visa identificar regiões com potencialidade para futuras e possíveis explorações econômicas, particularmente, para a energia geotérmica e maturação de hidrocarbonetos, contribuindo para o desenvolvimento do Estado de Minas Gerais, da Bacia do São Francisco e das regiões de todo o seu entorno. Com base neste enfoque se propõe, com o presente projeto, estudar o campo geotérmico dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.